Rei Arthur é uma das lendas mais revisitadas em livros, filmes e até séries. A história possui dezenas de versões por ser extremamente interessante e densa, em personagens e roteiro. O novo filme de Guy Ritchie tinha muitos caminhos e detalhes que poderiam ser explorados, mas o diretor optou em contar o mínimo possível dessa história.

Arthur (Charlie Hunnam, um homão) é um jovem (?) das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, e por um bando de gente que leva ele para o meio da floresta, ele precisa tomar difíceis decisões, para dominar o poder que possui e acabar com o rei tirano, que é o tio dele, e também é o Jude Law.

O que o diretor faz com maestria no filme é colocar sua marca, que, assim como fez em Sherlock Holmes, pega uma história clássica e dá toques contemporâneos, em cenários, cortes rápidos e estilo da câmera. Essa modernidade do filme é mostrada principalmente com a incrível trilha sonora que mantém o ritmo durante as cenas. Porém, muitas das sequências rápidas, de edição e filmagem, são sem propósito, não agregam nada de interessante para o contexto.

Podemos destacar algumas sequências assertivas do filme, como a solução que Ritchie deu para mostrar a passagem de tempo, logo no início do longa, a cena inicial de luta também é bem feita, com um bom CGI.

Contudo, o grande problema do filme está nos personagens, que não trazem nenhuma emoção, mesmo Charlie Hunnam entregando uma performance decente, o elenco não transfere empatia nem proximidade com o público, não sabemos seus objetivos, motivações, suas histórias, é como se o filme tivesse apenas figurações.

Enfim, o filme acaba em problemas quando chega no terceiro ato, cheio de falhas na edição e na falta de um roteiro bem acabado.

Nota: 5/10

 

king-arthur-legend-sword-charlie-hunnam